Os extra-terrestres são uma pessoas que não são pessoas porque não vivem em Portugal, e nem sequer no mundo e arredores. Os extra-terrestres são assim coisas que vêm de outros planetas, e só existem nos filmes americanos. Nos filmes da Europa e da França eles não existem, porque esses filmes são sempre sobre coisas para os adultos pensarem muito, e como os extra-terrestres não pensam muito bem, eles não entram nesses filmes.

Eu digo que os extra-terrestres não pensam muito bem porque nos filmes eles perdem sempre para os americanos, e eles já são bastante estúpidos, parvos, gordos e sebentos. Mesmo assim, os americanos têm coisas boas, como os cáubóis, hambrugas com queijo mas sem pimento, e o pato Mickey. Eles têm também outras letras no abecedário que nós não tínhamos, e que antes não faziam falta mas agora fazem para dizer worten, kaspa e ynconstitucionalissimamente, que é uma palavra grande, comprida e que não quer dizer grandes coisa porque tem a ver com a política, e a política, diz o meu pai, é chula e não vale um tostão. O tostão era uma moeda que existia quando o meu pai era pequeno. Agora já não existe porque o meu pai é grande.

Os extra-terrestres podem ser chamados de étês, que é também o nome de um filme antigo em que um senhor anão e pequeno vestia um fato de borracha, castanho com uma ponta vermelha com luz, e fingia telefonar para casa. Ele também dizia que era um extra-terrestre, só que era a fingir porque os extra-terrestres são todos verdes, que é a cor mais horrível e feia para ter na pele.

Ser extra-terrestre é uma chatice porque eles andam em discos voadores que giram muito depressa, e aquilo deve dar dor de cabeça. Além disso, como aquilo gira muito, eles andam sempre tontos e nunca acertam no sítio para onde querem ir. E é por isso que eles nunca chegaram ao nosso planeta e nem sequer a Portugal.

"Postes" em que falo de coisas parecidas: